{"id":1221,"date":"2015-07-24T15:17:03","date_gmt":"2015-07-24T15:17:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aphh.pt\/?p=1221"},"modified":"2015-07-24T15:17:03","modified_gmt":"2015-07-24T15:17:03","slug":"clostridium-difficile-hospitais-europeus-falham-o-diagnostico-de-uma-media-de-74-casos-por-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aphh.pt\/?p=1221","title":{"rendered":"Clostridium Difficile: hospitais europeus falham o diagn\u00f3stico de uma m\u00e9dia de 74 casos por dia"},"content":{"rendered":"<p>O EUCLID, um estudo europeu de preval\u00eancia da infe\u00e7\u00e3o hospitalar pela bact\u00e9ria Clostridium difficile (CDI), que contou com a participa\u00e7\u00e3o de 11 hospitais portugueses, teve como objetivo analisar a preval\u00eancia e a efic\u00e1cia do diagn\u00f3stico junto de 482 hospitais em 20 pa\u00edses europeus.<br \/>\nO estudo revelou elevadas disparidades nas pr\u00e1ticas de diagn\u00f3stico e evidenciou o verdadeiro impacto da infe\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO subdiagn\u00f3stico representa um problema por v\u00e1rias raz\u00f5es: doentes n\u00e3o diagnosticados representam risco de transmiss\u00e3o e est\u00e3o sujeitos a muitos procedimentos desnecess\u00e1rios de procura da causa dos sintomas. Por outro lado, um diagn\u00f3stico incorreto distorce os dados epidemiol\u00f3gicos.<br \/>\nAs principais raz\u00f5es para o subdiagn\u00f3stico apontadas pelo estudo prendem-se com pouca sensibilidade dos m\u00e9todos de diagn\u00f3stico da infe\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de suspeita cl\u00ednica da presen\u00e7a da infe\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o a estas duas raz\u00f5es, os investigadores apontam como solu\u00e7\u00f5es a harmoniza\u00e7\u00e3o e estandardiza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de diagn\u00f3stico, bem como um maior investimento em conhecimento dos profissionais de sa\u00fade relativamente \u00e0 infe\u00e7\u00e3o e uma maior abertura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas restritivas de pedido de an\u00e1lises laboratoriais.<br \/>\nNa Europa, 23% dos casos n\u00e3o foram diagnosticados pelos hospitais, representando 74 casos de infe\u00e7\u00e3o n\u00e3o detectados por dia.<br \/>\nPara a especialista M\u00f3nica Oleastro, do Instituto Nacional de Sa\u00fade Dr. Ricardo Jorge, coordenadora do estudo a n\u00edvel nacional, \u201co subdiagn\u00f3stico representa um s\u00e9rio problema pois o doente infetado n\u00e3o recebe o tratamento adequado, e por outro lado n\u00e3o s\u00e3o aplicadas as devidas medidas de isolamento, potenciando a ocorr\u00eancia de surtos da infe\u00e7\u00e3o. O subdiagn\u00f3stico leva tamb\u00e9m a que n\u00e3o se tenha uma no\u00e7\u00e3o exata da incid\u00eancia desta grave infe\u00e7\u00e3o hospitalar, o que resulta num menor controlo da mesma.\u201d<br \/>\n\u201cA taxa de subdiagn\u00f3stico identificada no EUCLID \u00e9 muito preocupante, especialmente quando pensamos que n\u00e3o foram diagnosticados 40.000 casos na amostra de 482 hospitais, dos 8.000 existentes no total, o que poder\u00e1 aumentar exponencialmente este n\u00famero\u201d, continua a coordenadora nacional do estudo.<br \/>\nCom base nos dados reportados pelos hospitais participantes, verificou-se um aumento da incid\u00eancia em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, sendo a m\u00e9dia de 6,6 casos por cada 10.000 dias de internamento, contra uma taxa de 4,1 observada num estudo multic\u00eantrico realizado em 2008. Estes dados contrastam marcadamente com os dados medidos no estudo EUCLID, que mostram uma incid\u00eancia m\u00e9dia na Europa de 19 casos por 10.000 dias de internamento, e uma incid\u00eancia de 19,3 para Portugal, muito acima do valor m\u00e9dio nacional reportado de 2,9.<br \/>\nPara M\u00f3nica Oleastro \u201co estudo EUCLID \u00e9 um importante contributo para o conhecimento da epidemiologia da infe\u00e7\u00e3o. Torna-se, contudo, essencial a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo mais aprofundado em Portugal\u201d, sustenta a investigadora.<br \/>\nO estudo foi realizado entre dezembro de 2012 e agosto de 2013. Participaram 482 hospitais de 20 pa\u00edses europeus e foram recolhidas e analisadas 7297 amostras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O EUCLID, um estudo europeu de preval\u00eancia da infe\u00e7\u00e3o hospitalar pela bact\u00e9ria Clostridium difficile (CDI), que contou com a participa\u00e7\u00e3o de 11 hospitais portugueses, teve como objetivo analisar a preval\u00eancia e a efic\u00e1cia do diagn\u00f3stico junto de 482 hospitais em 20 pa\u00edses europeus. 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