{"id":1302,"date":"2016-03-24T15:51:04","date_gmt":"2016-03-24T15:51:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aphh.pt\/?p=1302"},"modified":"2016-03-24T15:51:04","modified_gmt":"2016-03-24T15:51:04","slug":"consumo-de-antibioticos-nos-hospitais-diminui-entre-2011-e-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aphh.pt\/?p=1302","title":{"rendered":"Consumo de antibi\u00f3ticos nos hospitais diminui entre 2011 e 2014"},"content":{"rendered":"<p>O mais recente relat\u00f3rio sobre Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Infe\u00e7\u00f5es e de Resist\u00eancia aos Antimicrobianos mostra que, a partir de 2012, Portugal inverteu a tend\u00eancia de consumo de antibi\u00f3ticos, estando agora abaixo da m\u00e9dia europeia. No setor hospitalar, o nosso pa\u00eds regista um decr\u00e9scimo do consumo entre 2011 e 2014.<br \/>\nDe 2012 a 2014 registou-se uma tend\u00eancia crescente no consumo ambulat\u00f3rio a n\u00edvel europeu, por oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o verificada em Portugal, que em 2014 se posicionou a meio, na 16\u00aa posi\u00e7\u00e3o, entre um grupo de 30 pa\u00edses europeus.<br \/>\nOs antibi\u00f3ticos consumidos em contexto hospitalar representam uma pequena parte do total nacional, sendo que o consumo ambulat\u00f3rio predomina. No entanto, o consumo hospitalar assume grande relev\u00e2ncia pelo facto de, neste contexto, serem utilizados antibi\u00f3ticos de mais largo espetro, com maior responsabilidade na press\u00e3o seletiva geradora de resist\u00eancias.<br \/>\nApesar da evolu\u00e7\u00e3o positiva, os autores do relat\u00f3rio reconhecem que continua a haver margem de redu\u00e7\u00e3o do consumo hospitalar global. No entanto, o problema reside nas dismorfias negativas constatadas no perfil do consumo nacional, com uma elevada utiliza\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos de largo espetro, como os carbapenemos. Os carbapenemos s\u00e3o antibi\u00f3ticos de largo espetro indicados para utiliza\u00e7\u00e3o em algumas infe\u00e7\u00f5es graves por agentes multirresistentes. Ali\u00e1s, o consumo desta classe de antibi\u00f3ticos em Portugal continua a ser superior \u00e0 m\u00e9dia europeia.<br \/>\nReduzir significativamente o consumo de carbapenemos nos hospitais portugueses, utilizando estes f\u00e1rmacos apenas nas situa\u00e7\u00f5es em que o seu uso pode ser considerado apropriado, \u00e9, pois, um dos objetivos principais da pol\u00edtica de controlo das resist\u00eancias aos antimicrobianos do PPCIRA.<br \/>\n<strong>Resist\u00eancia aos antimicrobianos<\/strong><br \/>\nA taxa de resist\u00eancia \u00e0 meticilina em Staphylococcus aureus \u00e9 um dos indicadores de resist\u00eancia aos antimicrobianos classicamente medidos e reportados.<br \/>\nEm Portugal esta taxa atingiu 54,6% em 2011, valor situado entre os mais elevados da Europa, ap\u00f3s uma subida progressiva, mais n\u00edtida desde 2000 (Fig. 14). Em 2013 registou-se uma descida, com establiza\u00e7\u00e3o no ano de 2014 em 47,4%.<br \/>\nEste valor representa uma invers\u00e3o da tend\u00eancia de subida anteriormente verificada. No entanto, \u00e9 ainda elevado, sendo a sua redu\u00e7\u00e3o um dos objetivos do Programa de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Infe\u00e7\u00f5es e de Resist\u00eancia aos Antimicrobianos (PPCIRA).<br \/>\nMais informa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.dgs.pt\/em-destaque\/portugal-controlo-da-infecao-e-resistencia-aos-antimicrobianos-em-numeros-2015.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mais recente relat\u00f3rio sobre Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Infe\u00e7\u00f5es e de Resist\u00eancia aos Antimicrobianos mostra que, a partir de 2012, Portugal inverteu a tend\u00eancia de consumo de antibi\u00f3ticos, estando agora abaixo da m\u00e9dia europeia. 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