{"id":1383,"date":"2016-10-24T12:35:21","date_gmt":"2016-10-24T12:35:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aphh.pt\/?p=1383"},"modified":"2016-10-24T12:35:21","modified_gmt":"2016-10-24T12:35:21","slug":"sete-em-cada-10-criancas-portuguesas-nao-ingerem-a-quantidade-adequada-de-fruta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aphh.pt\/?p=1383","title":{"rendered":"Sete em cada 10 crian\u00e7as portuguesas n\u00e3o ingerem a quantidade adequada de fruta"},"content":{"rendered":"<p>A ingest\u00e3o di\u00e1ria de pelo menos tr\u00eas por\u00e7\u00f5es de fruta \u00e9 recomendada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), porque a fruta cont\u00e9m vitaminas e minerais insubstitu\u00edveis por outros alimentos. Contudo, a realidade nacional \u00e9 bem diferente: sete em cada 10 crian\u00e7as portuguesas n\u00e3o comem essa quantidade por dia. O consumo de fruta abaixo destas recomenda\u00e7\u00f5es provoca car\u00eancias nutricionais como a diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de energia, de concentra\u00e7\u00e3o, de aprendizagem e das defesas do organismo, tornando as crian\u00e7as mais sujeitas a doen\u00e7as como a obesidade ou a diabetes tipo 2, logo desde a inf\u00e2ncia. As conclus\u00f5es s\u00e3o do estudo da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) que analisou uma amostra de 18 mil crian\u00e7as, em idade escolar, entre os 2 e os 12 anos, representativa das sete unidades territoriais portuguesas (NUTS II).<br \/>\nAo analisar os dados por regi\u00e3o, constata-se que as crian\u00e7as dos A\u00e7ores s\u00e3o as que apresentam a maior percentagem de consumo de fruta abaixo das recomenda\u00e7\u00f5es, com 83,6%, comparativamente \u00e0s restantes regi\u00f5es portuguesas. No ranking regional dos alunos que comem menos fruta na dose certa segue-se a Madeira, com 79,9%, o Alentejo, com 77,4%, a regi\u00e3o Centro e a regi\u00e3o Norte, ambas com 74,2% e o Algarve com 73,6%. Lisboa e Vale do Tejo foi a regi\u00e3o que registou a menor percentagem de crian\u00e7as que ingerem fruta abaixo das recomenda\u00e7\u00f5es, apesar de ainda assim ser um valor demasiado elevado: 72,4%. Foi precisamente para lutar contra este grave problema de sa\u00fade p\u00fablica que a APCOI lan\u00e7ou \u00e0s escolas uma iniciativa que promove o combate \u00e0 m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as a que chamou projeto &#8220;Her\u00f3is da Fruta &#8211; Lanche Escolar Saud\u00e1vel&#8221;.<br \/>\nPara M\u00e1rio Silva, presidente e fundador da APCOI, \u00abO projeto her\u00f3is da fruta foi criado para ser uma ferramenta de reeduca\u00e7\u00e3o alimentar e de educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade para intervir no contexto escolar e incentivar a ingest\u00e3o de fruta e outros alimentos saud\u00e1veis nas refei\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as. Trata-se de um modelo pedag\u00f3gico chave-na-m\u00e3o que qualquer estabelecimento de ensino poder\u00e1 colocar em pr\u00e1tica de forma muito simples e gratuita\u00bb. Ap\u00f3s efetuar a inscri\u00e7\u00e3o, as escolas recebem acesso aos materiais pedag\u00f3gicos, sem qualquer custo. M\u00e1rio Silva afirmou ainda que \u00abos resultados das edi\u00e7\u00f5es anteriores comprovam que a aplica\u00e7\u00e3o do modelo pedag\u00f3gico dos her\u00f3is da fruta aumenta o consumo de fruta no lanche escolar das crian\u00e7as que nele participam\u00bb.<br \/>\nSegundo os resultados do estudo, os investigadores da APCOI verificaram que 1 em cada 4 crian\u00e7as que integraram o programa motivacional \u201cHer\u00f3is da Fruta \u2013 Lanche Escolar Saud\u00e1vel\u201d aumentaram o seu consumo di\u00e1rio de fruta, em apenas 12 semanas. As conclus\u00f5es a n\u00edvel regional colocam a Madeira no topo do ranking com 62,3% de aumento de consumo de fruta nos alunos participantes. As regi\u00f5es seguintes, que registaram maior aumento de ingest\u00e3o di\u00e1ria de fruta, foram o Alentejo, com 47,5%, seguido da regi\u00e3o Norte e dos A\u00e7ores, ambos com 43,1%, a regi\u00e3o Centro, com 42,4%, Lisboa e Vale do Tejo, com 41,5%, e em \u00faltimo lugar a regi\u00e3o do Algarve, com 39,5%.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ingest\u00e3o di\u00e1ria de pelo menos tr\u00eas por\u00e7\u00f5es de fruta \u00e9 recomendada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), porque a fruta cont\u00e9m vitaminas e minerais insubstitu\u00edveis por outros alimentos. Contudo, a realidade nacional \u00e9 bem diferente: sete em cada 10 crian\u00e7as portuguesas n\u00e3o comem essa quantidade por dia. 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