{"id":1405,"date":"2017-01-13T11:21:26","date_gmt":"2017-01-13T11:21:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aphh.pt\/?p=1405"},"modified":"2017-01-13T11:21:26","modified_gmt":"2017-01-13T11:21:26","slug":"arquitetura-hospitalar-e-prevencao-de-infecoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aphh.pt\/?p=1405","title":{"rendered":"Arquitetura hospitalar e preven\u00e7\u00e3o de infe\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Os hospitais veem-se na necessidade de aplicar medidas de preven\u00e7\u00e3o e controlo da infe\u00e7\u00e3o, que constituem partes individuais de um conceito geral de preven\u00e7\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o de agentes patog\u00e9nicos altamente infecciosos e resistentes nos hospitais. No entanto, estes conceitos ignoram frequentemente um aspeto importante: a arquitetura da pr\u00f3pria unidade hospitalar.<br \/>\nWolfgang Sunder, do Instituto de Edif\u00edcios Industriais e Design de Constru\u00e7\u00e3o da Universidade de Braunschweig, na Alemanha, falou ao portal medica-tradefair.com sobre o impacto da arquitetura na dissemina\u00e7\u00e3o dos agentes patog\u00e9nicos. Sunder \u00e9 o respons\u00e1vel pelo projeto KARMIN, que integra o cons\u00f3rcio de investiga\u00e7\u00e3o \u201cInfectControl 2020\u201d, dedicado ao estudo das op\u00e7\u00f5es para quebrar a cadeia da infe\u00e7\u00e3o. Para este projeto, foram definidos dois objetivos: desenvolver um prot\u00f3tipo de quarto de hospital com duas camas e casa de banho, concebido especificamente para a preven\u00e7\u00e3o de infe\u00e7\u00f5es, e examinar um microbioma hospitalar. A recoloniza\u00e7\u00e3o de agentes patog\u00e9nicos no hospital \u00e9 analisada do ponto de vista da arquitetura. A t\u00edtulo de exemplo, comparam-se quartos de uma cama a quartos de duas camas.<br \/>\nA necessidade de usar esta abordagem deriva, segundo Sunder, do aumento de organismos multirresistentes, para os quais \u00e9 necess\u00e1rio criar novas medidas de preven\u00e7\u00e3o. Na Europa vem-se apelando cada vez mais ao uso de compartimentos de uma cama, mesmo nas enfermarias.<br \/>\n<strong>O que est\u00e1 em causa?<\/strong><br \/>\nA n\u00edvel estrutural, \u00e9 necess\u00e1rio ter em conta o tamanho mais adequado para o quarto, a necessidade de equipamento e ventila\u00e7\u00e3o espec\u00edficos, os materiais a usar ou a forma de limpeza e desinfe\u00e7\u00e3o das superf\u00edcies.<br \/>\nSunder exemplifica algumas medidas j\u00e1 postas em pr\u00e1tica, como quartos de isolamento para doentes com patologias altamente infecciosas, c\u00e2maras de v\u00e1cuo ou materiais de superf\u00edcies espec\u00edficos. No entanto, estes s\u00e3o aspetos individuais e, para Sunder, falta uma abordagem global. O investigador entende que arquitetos, higienistas, m\u00e9dicos e microbiologistas devem trabalhar em conjunto.<br \/>\nNo hospital-modelo que est\u00e1 a ser concebido ao abrigo do projeto KARMIN, com quartos de duas camas, vai analisar-se, por exemplo, o posicionamento mais adequado dos dispensadores de desinfetante e o modo de constru\u00e7\u00e3o das casas de banho. No final, o projeto ter\u00e1 de revelar o que realmente funciona no controlo de pontos cr\u00edticos de infe\u00e7\u00e3o.<br \/>\nApesar de o modelo ser independente de qualquer hospital em particular, os investigadores colocam a possibilidade de vir a ser aplicado a realidades existentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os hospitais veem-se na necessidade de aplicar medidas de preven\u00e7\u00e3o e controlo da infe\u00e7\u00e3o, que constituem partes individuais de um conceito geral de preven\u00e7\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o de agentes patog\u00e9nicos altamente infecciosos e resistentes nos hospitais. No entanto, estes conceitos ignoram frequentemente um aspeto importante: a arquitetura da pr\u00f3pria unidade hospitalar. 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