{"id":1557,"date":"2017-12-14T16:24:40","date_gmt":"2017-12-14T16:24:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aphh.pt\/?p=1557"},"modified":"2017-12-14T16:24:40","modified_gmt":"2017-12-14T16:24:40","slug":"distribuicao-geografica-dos-cuidados-primarios-e-desigual-segundo-relatorio-europeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aphh.pt\/?p=1557","title":{"rendered":"Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos cuidados prim\u00e1rios \u00e9 desigual, segundo relat\u00f3rio europeu"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Europeia divulgou recentemente o relat\u00f3rio \u201cState of Health in the EU\u201d, que diagnostica o estado da sa\u00fade dos 28 Estados-Membros.<br \/>\nO perfil de Portugal demonstra, entre outros dados, uma desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o dos recursos dos cuidados de sa\u00fade. O relat\u00f3rio aponta como principais obst\u00e1culos ao acesso aos cuidados de sa\u00fade os tempos de espera e a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica desigual dos cuidados. Nos cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios, as instala\u00e7\u00f5es est\u00e3o essencialmente concentradas na regi\u00e3o Centro (26 por cento), Lisboa e Vale do Tejo (25 por cento) e Norte (24 por cento). O Alentejo tem 13 por cento das instala\u00e7\u00f5es, o Algarve 5 por cento, os A\u00e7ores 4 por cento e a Madeira 3 por cento. Apesar destes dados, em 2015 apenas 0,1 por cento dos elementos mais pobres da popula\u00e7\u00e3o declararam ter necessidades m\u00e9dicas n\u00e3o satisfeitas relativamente a exames m\u00e9dicos por causa da dist\u00e2ncia.<br \/>\nA resili\u00eancia \u00e9 outro dos problemas do sistema de sa\u00fade portugu\u00eas identificados pelo relat\u00f3rio, j\u00e1 que grande parte da despesa est\u00e1 afeta ao acompanhamento de doen\u00e7as cr\u00f3nicas, uma consequ\u00eancia do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMecanismos de pagamento aos prestadores est\u00e3o a fomentar a efici\u00eancia<br \/>\nAs altera\u00e7\u00f5es introduzidas nos mecanismos de pagamento aos prestadores \u2013 remunera\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do desempenho nos cuidados prim\u00e1rios e aplica\u00e7\u00e3o de or\u00e7amentos previsionais nos cuidados hospitalares \u2013 est\u00e3o a ter influ\u00eancia na efici\u00eancia do sistema de sa\u00fade, real\u00e7a o relat\u00f3rio. Incentivos para prestadores de cuidados prim\u00e1rios que monitorizem grupos populacionais como mulheres em idade f\u00e9rtil, gr\u00e1vidas e diab\u00e9ticos ou que coordenem os cuidados prestados e levem a cabo outras atividades, como programas de desabitua\u00e7\u00e3o do tabaco, s\u00e3o exemplos destas pol\u00edticas.<br \/>\nOs fatores comportamentais e o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o<br \/>\nO envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o portuguesa tem causado um aumento da preval\u00eancia de Alzheimer e outras dem\u00eancias \u2013 o n\u00famero de mortes associado a estes problemas quase triplicou em rela\u00e7\u00e3o a 2000, o que reflete n\u00e3o s\u00f3 o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m a melhoria do diagn\u00f3stico e a falta de tratamentos eficazes.<br \/>\nO relat\u00f3rio revela ainda que, em Portugal, um quarto do peso da doen\u00e7a fica a dever-se a fatores comportamentais \u2013 em 2015, 26 por cento da carga global de doen\u00e7a em Portugal era atribu\u00edvel a fatores como o tabagismo, o consumo de \u00e1lcool, os h\u00e1bitos alimentares e a inatividade f\u00edsica. Contudo, a percentagem de adultos fumadores tem vindo a diminuir desde 2000. O consumo de \u00e1lcool tamb\u00e9m sofreu uma redu\u00e7\u00e3o. No entanto, o aumento das taxas de obesidade e de inatividade f\u00edsica \u00e9 um desafio crescente. A taxa de mortalidade associada \u00e0 diabetes \u00e9 das mais elevadas da UE.<br \/>\nConsulte o relat\u00f3rio completo em <a href=\"https:\/\/ec.europa.eu\/health\/sites\/health\/files\/state\/docs\/chp_pt_portuguese.pdf\">https:\/\/ec.europa.eu\/health\/sites\/health\/files\/state\/docs\/chp_pt_portuguese.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Europeia divulgou recentemente o relat\u00f3rio \u201cState of Health in the EU\u201d, que diagnostica o estado da sa\u00fade dos 28 Estados-Membros. O perfil de Portugal demonstra, entre outros dados, uma desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o dos recursos dos cuidados de sa\u00fade. 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