{"id":932,"date":"2013-11-04T11:46:25","date_gmt":"2013-11-04T11:46:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aphh.pt\/?p=932"},"modified":"2013-11-04T11:46:25","modified_gmt":"2013-11-04T11:46:25","slug":"243-por-cento-dos-doentes-que-morreram-em-2011-em-portugal-continental-tinham-infecao-hospitalar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aphh.pt\/?p=932","title":{"rendered":"24,3 por cento dos doentes que morreram em 2011 em Portugal Continental tinham infe\u00e7\u00e3o hospitalar"},"content":{"rendered":"<p>A percentagem divulgada no relat\u00f3rio Portugal \u2013 Controlo de Infe\u00e7\u00e3o e Resist\u00eancias aos Antimicrobianos em n\u00fameros, do Programa de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Infe\u00e7\u00f5es e de Resist\u00eancia aos Antimicrobianos (PPCIRA) &#8211; inclui mortes devidas \u00e0 infe\u00e7\u00e3o hospitalar e \u00f3bitos para os quais a infe\u00e7\u00e3o foi um fator contributivo.<br \/>\nOs dados divulgados pela Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Sa\u00fade demonstram que, em 46.733 \u00f3bitos ocorridos em 2011 no continente, 11.357 estiveram associados \u00e0 infe\u00e7\u00e3o hospitalar. O relat\u00f3rio do PPCIRA salienta, no entanto, n\u00e3o ser poss\u00edvel conhecer a medida exata de mortalidade associada \u00e0 infe\u00e7\u00e3o hospitalar. Se \u201cnum pequeno n\u00famero de casos\u201d o \u00f3bito de pode dever \u00e0 infe\u00e7\u00e3o, noutros \u201cpode n\u00e3o ser a causa mas apenas um fator contributivo para a morte\u201d. H\u00e1 tamb\u00e9m situa\u00e7\u00f5es em que a morte se fica a dever \u00e0 patologia prim\u00e1ria, sendo a presen\u00e7a da infe\u00e7\u00e3o irrelevante para o resultado final.<br \/>\nO relat\u00f3rio revela tamb\u00e9m que Portugal \u00e9 o pa\u00eds europeu com mais elevada taxa de Staphylococcus aureus resistente \u00e0 meticilina e est\u00e1 entre os pa\u00edses com taxa mais elevada de Enterococcus faecium resistente \u00e0 vancomicina, de Escherichia coli resistente \u00e0s quinolonas e de Acinobacter com resist\u00eancia extensiva e apenas suscet\u00edvel \u00e0 colistina. O consumo hospitalar de antimicrobianos em Portugal parece ser superior \u00e0 m\u00e9dia europeia e apresenta dismorfias, como o excessivo, apesar de decrescente, consumo de quinolonas na comunidade, o elevado consumo hospitalar de carbapenemes, a excessiva dura\u00e7\u00e3o da profilaxia antibi\u00f3tica cir\u00fargica e, provavelmente, a excessiva prescri\u00e7\u00e3o e dura\u00e7\u00e3o da terap\u00eautica antimicrobiana.<br \/>\nNo que toca ao tipo de infe\u00e7\u00e3o, as infe\u00e7\u00f5es associadas a cateter venoso central, as infe\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias, as bacteriemias e as pneumonias adquiridas em UCI e UCI neonatais diminu\u00edram, enquanto outras s\u00e3o, de acordo com o relat\u00f3rio, \u201cpreocupantemente crescentes\u201d, como a infe\u00e7\u00e3o do local cir\u00fargico, nomeadamente na cirurgia do c\u00f3lon, da ves\u00edcula biliar e da pr\u00f3tese do joelho.<br \/>\nO relat\u00f3rio refere tamb\u00e9m uma ades\u00e3o crescente \u00e0 pr\u00e1tica de higiene das m\u00e3os, mas ainda insuficiente e heterog\u00e9nea entre os v\u00e1rios grupos profissionais. De 2009 a 2011, a ades\u00e3o entre os enfermeiros foi de 43 por cento, seguido dos assistentes operacionais, com 39 por cento, outros profissionais, com 22 por cento, e por fim m\u00e9dicos, com 18 por cento.<br \/>\nFace a estes resultados, os autores do relat\u00f3rio aconselham, entre outras recomenda\u00e7\u00f5es, a tomada de medidas de redu\u00e7\u00e3o de consumo de antimicrobianos, evitando o seu uso inadequado atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de programas de assist\u00eancia \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o antibi\u00f3tica, quer no setor hospitalar, quer nos cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios e nos cuidados continuados. \u00c9 tamb\u00e9m recomendada a inclus\u00e3o crescente, nos curricula pr\u00e9-graduado e p\u00f3s-graduado de m\u00e9dicos, enfermeiros, veterin\u00e1rios e farmac\u00eauticos, do ensino de \u201cpreven\u00e7\u00e3o e controlo de infe\u00e7\u00e3o e de resist\u00eancias aos antimicrobianos\u201d, definindo uma credita\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea, pelo menos para m\u00e9dicos e enfermeiros.<br \/>\nLeia o relat\u00f3rio completo <a href=\"http:\/\/www.dgs.pt\/estatisticas-de-saude\/estatisticas-de-saude\/publicacoes\/portugal-controlo-da-infecao-e-resistencia-aos-antimicrobianos-em-numeros-2013.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A percentagem divulgada no relat\u00f3rio Portugal \u2013 Controlo de Infe\u00e7\u00e3o e Resist\u00eancias aos Antimicrobianos em n\u00fameros, do Programa de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Infe\u00e7\u00f5es e de Resist\u00eancia aos Antimicrobianos (PPCIRA) &#8211; inclui mortes devidas \u00e0 infe\u00e7\u00e3o hospitalar e \u00f3bitos para os quais a infe\u00e7\u00e3o foi um fator contributivo. 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